APA da Bacia do Guandu

      A APA da Bacia do Guandu, criada a partir da Lei Nº 3760, de 07 de Janeiro de 2002, estabelece as ações prioritárias para a proteção ambiental do rio Guandu e de seus afluentes.

      Com cerca de 74 mil hectares, compreende todos os terrenos situados numa faixa de largura de 500 metros de ambas as margens em toda a extensão do curso de água desde a Usina Pereira Passos até a sua desembocadura na baía de Sepetiba, incluindo os trechos denominados Ribeirão das Lajes (trecho de montante), Rio Guandu (trecho intermediário) e Canal de São Francisco (trecho de jusante), assim como as cabeceiras e a faixa de 100 metros de ambas as margens de seus afluentes rios Macacos, Cacaria, Santana, São Pedro, Poços, Queimados e Ipiranga. A bacia hidrográfica do Guandu (Figura 1) abastece mais de oito milhões de pessoas no Grande Rio.

                                                       Figura 1. Imagem aérea de uma porção da Bacia do Guandu                                                                                      Fonte:http://www.ana.gov.br/GestaoRecHidricos/PlanejHidrologico/imgs/imagem01.jpg

      Em relação à fauna na sub-bacia do rio Guandu, as espécies mais abundantes são os  cascudos,tucumarés , dourados, mesmo presentes, não são muito comuns. Existe ainda uma série de espécies oriundas do rio Paraíba do Sul, como os piaus e as corvinas.

      A vegetação natural já se encontra em estágio avançado de devastação¹, sendo que alguns capões de floresta (pequenas porções de floresta ombrófilas mista isoladas dos campos naturais) podem ser encontrados nos pontos mais elevados ou protegendo algumas nascentes.

¹  Foram encontrados cerca de 60 hectares de mata ciliar no trecho estudado do rio Guandu, distribuído em 74 fragmentos, equivalente a aproximadamente 17% do que se encontra estabelecido por lei. De acordo com o Código Florestal brasileiro, a área com mata ciliar deveria ser igual a 340,6 ha. Essa menor proteção das margens do rio favorece uma maior carga de sedimentos em suas águas, o que acarreta maiores custos no seu tratamento para o consumo humano.

 Fonte: Samara Salamene - SITUAÇÃO ATUAL DA MATA CILIAR DO RIO GUANDU, RJ: DADOS PRELIMINARES – 2008.